A Missa é dividida em algumas partes:
Ritos Iniciais
Canto de Entrada: O canto de entrada tem o objetivo de nos ajudar a rezar. Ele manifesta a Deus nosso louvor e adoração.
Saudação: O Padre saúda a comunidade reunida anunciando a presença de Jesus.
Ato Penitencial: Em uma atitude de profunda humildade, pedimos perdão de nossos pecados.
Glória: Já perdoados, cantamos para louvar e agradecer.
Coleta:
O Padre coloca todas as intenções, e no final da oração a oração responde com a
palavra Amém (que significa "assim seja").
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura: Passagem tirada do Antigo Testamento (parte bíblica que prepara a vinda do Messias).
Salmo de Resposta: É um canto ou um salmo que nos ajuda a entender melhor a mensagem da primeira leitura.
Segunda Leitura: Passagem tirada do Novo Testamento, de uma das cartas (epístolas) dos Apóstolos (Filipenses, Gálatas, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, etc)
Aclamação do Evangelho: Nesta hora ouvimos o padre anunciar a MENSAGEM DE JESUS. Por isso cantamos "ALELUIA" (que significa "alegria").
Evangelho: Jesus nos fala apresentando-nos o REINO DE DEUS.
Homilia: O Padre explica as leituras e o Evangelho.
Profissão de Fé (Credo): Momento em que professamos tudo aquilo que como cristãos devemos acreditar.
Oração dos Fiéis:
A comunidade reunida reza pela Igreja e por todas as pessoas do mundo
Liturgia Eucarística
Preparação das Oferendas: Momento em que oferecemos a nossa vida, ou seja, tudo o que somos ao Senhor. Logo depois ocorre a oração sobre as oferendas, que por intermédio do sacerdote, Jesus consagra o Pão e o Vinho.
Oração Eucarística: Momento principal da celebração. Onde recordamos a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Não é apenas uma lembrança de um fato que aconteceu, mas sim algo que acontece hoje, aqui, agora na Eucaristia.
Comunhão:
Momento em que vamos em direção do banquete do Senhor receber o seu Corpo e o
seu Sangue.
Ritos Finais
Avisos: O Padre ou algum leigo da comunidade anuncia algum evento ou informa algo de interesse à comunidade.
Bênção: O Padre dá a bênção à comunidade. Bênção significa o bem que alguém quer para outra pessoa.
Despedida: O Padre se despede da comunidade e recorda que este momento não é mera despedida apressada, mas um novo envio para realizar a missão do cristão no mundo, isto é, anunciar ao mundo o Cristo Vivo.
As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico. No princípio havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas "cores litúrgicas". Estas cores foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo os cristãos do mundo inteiro aderiram a este costume.
|
Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas de Nossa Senhora e dos Santos, exceto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória, pureza e alegria. |
|
|
Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão. |
|
|
Se usa nos domingos do Tempo Comum e nos dias da semana. Está ligado ao crescimento, à esperança. |
|
|
Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo da penitência e da serenidade. Também pode ser usado nas missas dos defuntos e na confissão. |
|
|
É sinal de tristeza e luto. Hoje é pouco usado na liturgia. |
|
|
O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). |
Esquema do Ano Litúrgico
O Ano Litúrgico é o tempo que marca as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não é como o ano civil, que começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de dezembro, mas começa no 1º domingo do Advento (preparação para o Natal) e termina no último sábado do tempo comum, que é na véspera do 1º domingo do Advento.
CICLO DO NATAL
ADVENTO
Início: 4 domingos antes do Natal
Término: 24 de dezembro à tarde
Espiritualidade: Esperança e purificação da vida
Ensinamento: Anúncio da vinda do Messias
Cor: Roxa
NATAL
Início: 25 de dezembro
Término: Na festa do Batismo de Jesus
Espiritualidade: Fé, alegria e acolhimento
Ensinamento: O filho de Deus se fez Homem
Cor: Branca
* Advento: Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação para receber Jesus.
* Natal: 25 de dezembro. É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.
* Epifania: E celebrada no domingo seguinte ao natal e dura 3 semanas. É uma festa que lembra a manifestação de Jesus como Filho de Deus. No ciclo de Natal também são celebradas as festas da Apresentação do Senhor no dia 02 de fevereiro, da Sagrada Família, de Santa Maria Mãe de Deus e do Batismo de Jesus.
TEMPO COMUM
1ª PARTE
Início: 2ª feira após o Batismo de Jesus
Término: Véspera da Quarta-feira das
Cinzas
Espiritualidade: Esperança e escuta da Palavra
Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus
Cor: Verde
* 1ª parte: Começa após o batismo de Jesus e acaba na terça antes da quarta-feira de Cinzas.
CICLO DA PÁSCOA
QUARESMA
Início: Quarta-Feira das Cinzas
Término: Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade: Penitência e conversão
Ensinamento: A misericórdia de Deus
Cor: Roxa
PÁSCOA
Início: Quinta-feira Santa (Tríduo
Pascal)
Término: No Pentecostes
Espiritualidade: Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento: Ressurreição e vida eterna
Cor: Branca
* Quaresma: Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da semana santa. Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa. Não se diz "Aleluia", nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor.
* Páscoa: Começa com a ceia do Senhor na quinta-feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdote. Na sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra. No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes.
* Pentecostes: É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito.
TEMPO COMUM
2ª PARTE
Início: Segunda-feira após o Pentecostes
Término: Véspera do 1º Domingo do
Advento
Espiritualidade: Vivência do Reino de Deus
Ensinamento: Os Cristãos são o sinal do Reino
Cor: Verde
* 2ª Parte: Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento.
Ao todo são 34 semanas. É um período sem grandes acontecimentos. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.
"O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino." (CNBB - Documento 43, 132)
ALTAR: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.
CÁLICE: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.
PATENA: Prato onde são colocadas as hóstias para a consagração.
CORPORAL: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e a âmbula para a consagração.
PALA: Cobertura quadrangular para o cálice.
GALHETAS: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.
CRUCIFIXO: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.
LECIONÁRIOS: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário ferial (leituras da semana); lecionário santoral (leitura dos santos), lecionário dominical (leituras do Domingo).
MANUSTÉRGIO: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.
MISSAL: Livro que contém o ritual da missa, menos as leituras.
SANGUÍNEO: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
OSTENSÓRIO ou CUSTÓDIA: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão.
TECA: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir à Missa.
AMBÃO: Estante onde é proclamada a palavra de Deus.
INCENSO: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
NAVETA: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.
TURÍBULO: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.
ALFAIAS: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
ALIANÇA: Anel utilizado pelos noivos para significar seu compromisso de amor selado no matrimônio.
ANDOR: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas procissões.
ASPERGES: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou aspersório.
BACIA: Usada como jarro para as purificações litúrgicas.
BÁCULO: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está em lugar do Cristo Pastor.
BATISTÉRIO: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batizados.
BURSA: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
CALDEIRINHA: Vasilha de água-benta.
CAMPAINHA: Sininhos tocados pelo acólito no momento da consagração.
CASTIÇAIS: Suportes para as velas.
CADEIRA DO CELEBRANTE: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o culto.
CÍRIO PASCAL: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
COLHERINHA: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.
CONOPEU: Cortina colocada na frente do sacrário.
CREDÊNCIA: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
CRUZ PROCESSIONAL: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
CRUZ PEITORAL: Crucifixo dos bispos.
ESCULTURAS: Exitem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.
GENUFLEXÓRIO: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
HÓSTIA: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será" sacrificada.
HÓSTIA GRANDE: É utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
JARRO: Usado durante a purificação.
LAMPARINA: É a lâmpada do Santíssimo.
LAVATÓRIO: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.
LIVROS LITÚRGICOS: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.
LUNETA: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
MATRACA: Instrumento do madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
PISCINA: antigo nome da pia da sacristia.
PÍXIDE: O mesmo que ÂMBULA.
PRATINHO: Recipiente que sustenta as galhetas.
PURIFICATÓRIO: O mesmo que sanguinho.
RELICÁRIO: Onde são guardados as relíquias dos santos.
SACRÁRIO: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
SANTA RESERVA: Eucaristia guardada no SACRÁRIO.
TABERNÁCULO: O mesmo que SACRÁRIO.
VÉU DO CÁLICE: Pano utilizado para cobrir o cálice.
VÉU DO CIBÓRIO: Capinha de seda branca que cobre a âmbula. É sinal de respeito para com a Eucaristia.
Posições do Corpo
A religião assume o homem todo, como ele é: corpo e alma. A Graça não destrói a natureza humana, mas a completa e aperfeiçoa. Por isso, rezamos com o corpo também, dizendo palavras e fazendo gestos. A Missa é o louvor visível do Povo de Deus. Vejamos o significado dos gestos:
SENTADO: É uma posição cômoda que favorece a catequese, boa para a gente ouvir as Leituras, a homilia e meditar. É a atitude de quem fica à vontade e ouve com satisfação, sem pressa de sair.
DE PÉ: É uma posição de quem ouve com atenção e respeito, tendo muita consideração pela pessoa que fala. Indica prontidão e disposição do "orante". A Bíblia diz: "Quando vos puserdes em pé para orar, (...)" (Mc 11,25). Falando dos bem-aventurados, João vê uma multidão, de vestes brancas, "de pé, diante do Cordeiro", que é Jesus (Ap 7,9).
DE JOELHOS: Posição comum diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho. Significa adoração a Deus. São Paulo diz: "Ao nome de Jesus, se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra" (Fl 2,10). Rezar de joelhos é mais comum nas orações individuais. "Pedro, tendo mandado sair todos, pôs-se de joelhos para orar" (At 9,40)
GENUFLEXÃO: É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existe o sacrário. Também fazemos genuflexão diante do crucifixo na Sexta-Feira Santa, em sinal de adoração. (Não é adoração à Cruz, mas a Jesus que nela foi pregado).
INCLINAÇÃO: Inclinar-se diante de alguém é sinal de grande respeito. É também adoração, diante do Santíssimo Sacramento. Os fiéis podem inclinar a cabeça para receber a bênção solene.
MÃOS LEVANTADAS: É atitude dos "orantes". Significa súplica e entrega a Deus. É o gesto aconselhado por Paulo a Timóteo: "Quero, pois, que os homens orem em qualquer lugar, levantando ao céu as mãos puras, sem ira e sem contendas" (1 Tm, 2,8)
MÃOS JUNTAS: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida. É atitude de profunda piedade.
PROSTRAÇÃO: Gesto muito antigo, bem a gosto dos orientais. Estes se prostravam com o rosto na terra para orar. Assim fez Jesus no Horto das Oliveiras. Hoje essa atitude é própria de quem se consagra a Deus, como na ordenação sacerdotal. Significa morrer para o mundo e nascer para Deus com uma vida nova e uma nova missão.
SILÊNCIO: O silêncio tem seu valor na oração. Ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. "O Senhor fala no silêncio do coração". É oportuno fazer silêncio depois das Leituras, da homilia e da Comunhão, para interiorizar o que o Senhor disse. Meditar é também uma forma de participar. Uma Missa que não tivesse nenhum momento de silêncio, seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.
RITOS INICIAIS
* Monição ambiental de pé
* Canto de entrada de pé
* Acolhida e saudação de pé
* Ato penitencial de pé
* Hino de louvor (Glória) de pé
* Oração "Coleta" de pé
LITURGIA DA PALAVRA
* Monição para a 1ª Leitura sentados
* Proclamação da 1ª Leitura sentados
* Salmo Responsorial sentados
* Monição para a 2ª Leitura sentados
* Proclamação da 2ª Leitura sentados
* Monição para o Evangelho sentados
* Canto de aclamação ao Evangelho de pé
* Proclamação do Evangelho de pé
* Homilia (pregação) sentados
* Profissão de fé (Creio) de pé
* Oração dos fiéis de pé
LITURGIA EUCARÍSTICA
Preparação das Oferendas * Canto e Procissão das Oferendas sentados
* Apresentação do pão e do vinho sentados
* Presidente lava as mãos sentados
* Orai, irmãos! de pé
* Oração sobre as Oferendas de pé
* Oração Eucarística ou Anáfora
* Prefácio e "Santo" de pé
* Invocação do Espírito Santo de pé
* Narrativa da Ceia de joelho ou de pé
* Consagração do pão e do vinho de joelho ou de pé
* "Eis o Mistério da fé!" de joelho ou de pé
* Lembra Morte e Ressur. de Jesus de pé
* Orações pela Igreja de pé
* Louvor Final (Por Cristo...) de pé
Rito da Comunhão * Pai-Nosso e oração seguintes de pé
* Saudação da Paz de pé
* Fração do Pão de pé
* Cordeiro de Deus de pé
* Felizes os convidados de pé
* Distribuição da Comunidade sentado
* (Canto de ação de graças) sentado
* Oração após a Comunhão de pé
RITOS FINAIS * Comunidade e convites de pé
* Bênção final de pé
* Despedida (Ide em paz!) de pé
Na Igreja, que é o corpo de Cristo, nem todos os membros desempenham a mesma função. Esta diversidade de ministérios se manifesta exteriormente no exercício do culto sagrado pela diversidade das vestes litúrgicas, que por isso devem ser um sinal da função de cada ministro. Convém que as vestes litúrgicas contribuam para a beleza da ação sagrada.
TÚNICA ou ALVA: Geralmente de cor branca, é a veste dos acólitos e ministros eclesiásticos para as celebrações litúrgicas.
CASULA ou PLANETA: Traje usado (sobre a túnica e a estola) pelo sacerdote durante as ações sagradas, geralmente nas Missas, Domingos, solenidades e festas.
AMITO: Pano branco que envolve o pescoço do celebrante (veste-se antes da túnica ou da alva).
ESTOLA: Caracteriza os ministros ordenados. Os diáconos usam no ombro esquerdo, como faixa transversal e pendente sobre os ombros pelos presbíteros e bispos.
OPA: Roupa usada pelos ministros extraordinários da Eucaristia.
BATINA: Durante muito tempo foi a roupa oficial dos sacerdotes.
SOBREPELIZ: Veste branca usada sobre a batina, para substituir a alva (usada em procissões e na celebração de alguns sacramentos, como a confissão).
MITRA: Uma espécie de chapéu alto e pontudo usado pelos bispos (símbolo do poder espiritual).
DALMÁTICA: É uma roupa que o diácono usa sobre a alva e a estola. É a veste litúrgica superior do diácono.
CAPA PLUVIAL, DE ASPERGES OU MAGNA: Usada pelo sacerdote sobre os ombros durante as procissões, no casamento, batismo e bênção do Santíssimo.
VÉU DE OMBROS ou VÉU UMERAL: Usado pelo sacerdote ou diácono na bênção do Santíssimo e nas procissões para levar o ostensório.
CÍNGULO: Cordão utilizado na cintura.
CAPINHA: Utilizada pelas senhoras que exercem o ministério extraordinário da comunhão.
SOLIDÉU: Um pequeno barrete em forma de calota, usada pelos bispos sobre a cabeça.
PLUVIAL: Antiga capa de chuva usada pelos sacerdotes durante a procissão.
A IGREJA EM MISSÃO
Paróquia: Origem – Importância – Deveres dos paroquianos.
Paróquia, define-a o Direito Canônico, é a comunidade dos fiéis submetida ao pároco, ou por outra, é o território sobre o qual se estende a jurisdição do pároco. Nos primeiros séculos da Igreja não existiam as paróquias; existiam apenas os Bispados ou Dioceses administradas pessoalmente pelos Bispos, legítimos sucessores dos Apóstolos. Assim, podemos dizer que cada diocese constituía uma única paróquia cuja matriz era a catedral, única Igreja, então que possuía a pia batismal. Os Bispos, nas suas catedrais, acercavam-se de sacerdotes auxiliares para o serviço do culto e administração dos sacramentos. Com a propagação da fé, formaram-se núcleos numerosos de fiéis nas grandes cidades e nas aldeias. Daí, a necessidade de se construírem templos para comodidade desses fiéis, que nem sempre podiam recorrer facilmente ao Bispo devido à distância que os separava da sede diocesana. Para essas igrejas, os Bispos enviavam sacerdotes, por turno, para fazerem o serviço ministerial, regressando depois à sede do Bispado. Nas igrejas rurais porém, forçoso foi confiar-se a sacerdotes determinados a sua administração marcando-lhes um território ou comarca, para o exercício da sua jurisdição. Esse território ou comarca é o que chamamos “paróquia”. Pelos fins do século IV é que apareceram as primeiras paróquias na Itália e em Alexandria. Santo Athanasio, na sua segunda Apologia, diz que no seu tempo havia dez igrejas paroquiais em Maréctis da Diocese de Alexandria. A paróquia é, portanto, uma instituição venerada pela sua antigüidade. Ela está para o reino espiritual que chamamos Igreja, como as comarcas civis estão para a nação: é a célula viva do organismo da Igreja; é a família espiritual que, unida a outras, forma a sociedade espiritual. Para sermos patriotas é necessário que votemos o nosso amor e a nossa dedicação não só à Pátria em sua generalidade (quase abstrata e especulativa), mas também – e mais praticamente – aquele torrão da Pátria onde floriu o nosso berço, ou nos acolheu depois, adotando-nos como filhos. Igualmente, para sermos católicos, como é nosso estrito dever, é preciso que o nosso amor e a nossa dedicação à Igreja se evidenciem, tanto em relação à Igreja no seu conjunto, na sua catolicidade, como na mínima porção do seu admirável organismo, na paróquia. Tudo quanto possa concorrer para o progresso espiritual da paróquia, e mesmo material, deve interessar sobremodo os paroquianos. Estes devem ter verdadeiras e santas emulações para verem sempre a sua paróquia na vanguarda das demais. A igreja matriz deve ser o expoente da fé e da piedade dos paroquianos. Todas as funções realizadas na matriz devem ser bastante concorridas e revestir-se de grande pompa. Os sacramentos devem ser, de preferência, recebidos na matriz, para maior edificação dos fiéis. A matriz deve estar sempre provida de tudo quanto há de melhor para o esplendor do culto; mas para isso devem dispor de recursos fornecidos pelos paroquianos e pelo pároco.
A missão da Igreja Católica Apostólica Romana no Mundo
A Igreja, comunidade santa convocada pela Palavra, tem como uma de suas principais tarefas a de pregar o evangelho (cf. Lumen gentium, 25). Evangelizar é necessariamente anunciar com alegria o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o Reino e o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus (cf. Evangelii nuntiandi, 22). Toda evangelização parte do mandato de Cristo a seus apóstolos e sucessores, desenvolve-se na comunidade dos batizados, no seio de comunidades vivas que compartilham a sua fé e se orienta ao fortalecimento da vida de adoção filial em Cristo, que se expressa principalmente no amor fraterno. Só uma Igreja evangelizada é capaz de evangelizar.
Fonte: "Santo Domingo" nº 23
A missão da Igreja particular (Dioceses - Regiões - Países - Continentes)
As Igrejas particulares tem como missão prolongar para as diversas comunidades "a presença e a ação evangelizadora de Cristo" (Puebla, 224), já que são "formadas à imagem da Igreja universal nas quais e, a partir das quais, existe uma só e única Igreja Católica" (Lumen gentium, 23). A Igreja particular é chamada a viver o dinamismo de comunhão-missão, "a comunhão e a missão estão profundamente unidas entre si; compenetram-se e se implicam mutuamente, ao ponto de a comunhão representar, ao mesmo tempo, a fonte e o fruto da missão... sempre é o único e idêntico Espírito que convoca e une a Igreja e que a envia a pregar o Evangelho até os confins da terra" (Christifidelis laici, 32). A Igreja particular, conforme o seu ser e a sua missão, por congregar o povo de Deus de um lugar ou região, conhece de perto a vida, cultura, os problemas de seus integrantes e é chamada a gerar ali, com todas as suas forças, sob a ação do Espírito, a nova evangelização, a promoção humana, a inculturação da fé (cf. Redemptoris missio, 54).
Fonte: "Santo Domingo" nº 33
A paróquia, comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as angústias e esperanças dos homens, anima e orienta a comunhão, participação e missão. "Não é principalmente uma estrutura, um território, um edifício, é a família de Deus, como uma fraternidade animada pelo Espírito de unidade"... "A paróquia se funda sobre uma realidade teológica porque ela é uma comunidade eucarística"... "A paróquia é comunidade de fé, e uma comunidade orgânica... na qual o pároco, que representa o bispo diocesano, é o vínculo hierárquico com toda a Igreja particular" (Christifideles laici, 26). Se a paróquia é a Igreja que se encontra entre as casas dos homens, ela vive e trabalha profundamente inserida na sociedade humana e intimamente solidária com suas aspirações e dificuldades. A paróquia tem a missão de evangelizar, de celebrar a liturgia, de fomentar a promoção humana, de fazer progredir a inculturação da fé nas famílias, nas CEBs, nos grupos e movimentos apostólicos, e através deles, em toda a sociedade. A paróquia, comunhão orgânica e missionária, é assim uma rede de comunidades. Mas ainda é lento o processo de renovação da paróquia em seus agentes de pastoral e na participação dos fiéis leigos. É urgente e indispensável dar solução às interrogações que se apresentam às paróquias urbanas, para que estas possam responder aos desafios da nova evangelização. Há defasagem entre o ritmo da vida moderna e os critérios que ordinariamente animam a paróquia.
Temos de por em prática estas grandes linhas:
1. Renovar as paróquias a partir de estruturas que permitam setorizar a pastoral, mediante pequenas comunidades eclesiais nas quais apareça a responsabilidade dos fiéis leigos.
2. Qualificar a formação e participação dos leigos, capacitando-os para encarnar o Evangelho nas situações específicas onde vivem ou atuam.
3. Nas paróquias urbanas, privilegiam-se planos de conjunto em áreas homogêneas para organizar serviços ágeis que facilitem a nova evangelização.
4. Renovar sua capacidade de acolhida e seu dinamismo missionário com os fiéis afastados e multiplicar a presença física da paróquia mediante a criação de capelas e pequenas comunidades.